programa

O nosso projeto para o Benfica assenta em cinco pilares estratégicos, que integram as medidas que nos propomos desenvolver e concretizar para preparar o futuro do Clube.

 

1º Pilar Estratégico

FUTEBOL PROFISSIONAL

A política desportiva inerente à equipa profissional de futebol é o pecado capital da atual direção. Verificamos uma constante degradação da qualidade da equipa que não é, necessariamente, compensada por um menor investimento financeiro.

Neste cenário de perda de qualidade na equipa de futebol, de uma política de aquisições ruinosa e de uma autêntica ausência de rumo, o Benfica, nos últimos anos, conseguiu títulos e mantém a competitividade essencialmente graças a uma crise profunda nos principais rivais. 

A relativa superioridade do Benfica tem de ser enquadrada na atual mediocridade do futebol nacional.

Devíamos ter neste momento a hegemonia inquestionável do futebol nacional e devíamos estar a fechar o nosso inédito heptacampeonato. 

A consequência mais visível da perda de qualidade dos plantéis são as últimas campanhas europeias (estamos nas 10 piores fases de grupos da história Liga dos Campeões), onde raramente conseguimos passar a fase de grupos e que põem em causa a nossa grandeza internacional.

A distância para a elite do futebol europeu está a crescer e vamos ficando cada vez mais relegados para um cenário de ator secundário. Muitos pensam que é o caminho normal devido à dimensão do nosso mercado, às diferenças dos orçamentos e ao poderio económico dos clubes das principais ligas (big five). 

Não nos revemos nesta inevitabilidade, porque consideramos que com os recursos que temos podemos fazer muito mais na Europa. 

O Benfica tem de estar sempre na elite do futebol europeu e mundial. Recusando liminarmente a ideia de que isto é uma utopia! 

Ou que o seja se voltarmos a entender utopia no seu sentido original, ... o de algo ideal que não existe atualmente, mas que pode ser alcançado no futuro. 

E é isto que nós queremos fazer, conseguir, atingir com todas as nossas capacidades.

Tornar realidade esta utopia.

A utopia que para uns é algo inatingível, mas que nós acreditamos poder conseguir, com um rumo, uma estratégia, muita determinação. 

Com uma política desportiva ambiciosa e eficiente, em que os recursos existentes sejam canalizados para investimentos em reais mais valias, conseguiremos evoluir para patamares de competitividade que nos levarão a uma real hegemonia nacional e à tão esperada e merecida Glória Europeia.

 

Desta forma, as nossas propostas para o futebol profissional são: 

 

a) Menos e melhores contratações de atletas

O que implica o fim do entreposto de jogadores. 

O Sport Lisboa e Benfica não pode continuar a gastar milhões de euros anuais em jogadores que nunca jogaram no clube e que servem apenas para alimentar a máquina comissionista que se move ao redor do clube. 

Nos últimos 10 anos, de acordo com os relatórios e contas da SAD, foram obtidas mais-valias com transações de passes de atletas no montante de 560,2 milhões de euros. 

No mesmo período e de acordo com as mesmas fontes, o fluxo de caixa líquido resultante de operações com atletas (aquisições e alienações) foi apenas de 129,6 milhões de euros. 

Ou seja, aproximadamente 77% das mais-valias obtidas foram desbaratadas em contratações, grande parte das quais nada acrescentaram à qualidade do plantel. 

São dispêndios médios anuais superiores a 60 milhões de euros que não encontram correspondência no acréscimo de qualidade do plantel.

 

b) Recuperação da autonomia total da política de contratação de jogadores

O Benfica tem de definir regras e limites de atuação de empresários do futebol e criação de uma relação de domínio e não de subserviência com estes. 

E, dessa forma, fomentar uma relação sã e profícua com os empresários que se apresentam atualmente como elementos chave na indústria do futebol.

 

c) Efetuar protocolos com clubes de primeira e segunda divisões dos principais países europeus

Procuraremos em Espanha, na Inglaterra, em França, na Itália, na Alemanha, na Bélgica e na Holanda clubes que nos ajudem a promover uma política de empréstimos internacionais para os jovens jogadores seniores de maior potencial com o intuito de reduzir (ou mesmo eliminar) os empréstimos de jogadores a clubes nacionais e, também por esta via, contribuir para uma maior transparência do futebol em Portugal.

 

d) Formar para reter e não para vender

O mérito da formação do Benfica não pode ser desperdiçado através de uma lógica meramente mercantilista. 

O Seixal não pode ser apenas uma linha de produção de atletas. 

Tem de ser, essencialmente, uma fonte de alimentação do plantel principal. 

Queremos criar uma cultura em que os jovens talentos existentes no Seixal olhem para a entrada no plantel principal como o ponto alto das suas carreiras. 

Isso só será possível se existir um projeto desportivo atrativo que seja ambicioso e que assente na visão da glória europeia subjacente a este projeto.

 

e) Sustentabilidade financeira através de receitas operacionais e não através da venda de talentos

Trata-se de algo perfeitamente ao alcance do Benfica desde que: 

(i) exista sucesso desportivo internacional; 

(ii) exista uma política de aquisições de passes de jogadores eficiente que elimine desperdícios em contratações e comissões que não trazem qualquer valor acrescentado em termos de qualidade desportiva;

(iii) sejam eliminados os dispêndios não produtivos associados a uma estrutura de recursos humanos faraónica e a gastos com serviços de terceiros cuja natureza e utilidade não são evidentes. 

 

f) As vendas fora da nossa política desportiva 

As saídas de atletas considerados estratégicos para o projeto desportivo só serão admitidas em circunstâncias excecionais e, por isso mesmo, ocorrerão sempre pelo valor da cláusula de rescisão sem o pagamento de qualquer comissão de intermediação.

 

g) Aumentar e melhorar a nossa rede de scouting a nível mundial 

É outro dos grandes objetivos, de forma a conseguirmos contratar grandes jogadores em potência, ainda a um preço acessível.

 

h) Redução do número de jogadores do plantel principal e sob contrato

Com a nossa vitória, o Benfica voltará a ter plantéis curtos com 20 jogadores de campo e 3 guarda redes (o terceiro pode ser titular da equipa B ou da equipa sub-23), de forma a fomentar uma real competição pelo lugar na equipa.

Não podemos admitir plantéis com 30 jogadores, alguns dos quais caríssimos e sem qualquer minuto em competições oficiais. 

Teremos de equacionar o fim da equipa B ou da equipa sub-23, já que não se justifica a manutenção de ambas as equipas.

 

i) Aproveitar oportunidades para contratar a custo zero jogadores mais experientes

Com o objetivo de injetar, de forma imediata, qualidade na equipa e ainda para que possam servir de jogadores enquadradores na continuação da formação e na evolução dos mais jovens, admitimos a possibilidade de, pontualmente, contratar jogadores de reconhecida craveira e qualidade internacionais, que sejam, por si só, elementos potenciadores da presença desportiva nas competições nacionais, mas, muito especialmente, na Europa.

O plantel deve ter sempre um atleta com grande visibilidade no mundo do futebol (uma “estrela”).

Fim - ainda - do estigma existente na atual política de contratações do Benfica que impede o regresso de ex-atletas do clube.

 

j) Estrutura do futebol bem definida e com um diretor para o futebol competente e com voz ativa 

Criação do cargo de diretor-geral do futebol que, para além de competências técnicas para o cargo, tenha um indiscutível peso institucional no clube e seja voz ativa na política desportiva e de contratações. 

O treinador principal deve ter alguns atributos específicos: 

(i) não ter medo de apostar em jovens; 

(ii) líder nato; 

(iii) indiferente ao nome e peso dos jogadores e que escolha a convocatória e equipa com base apenas e só no mérito (achamos que os últimos treinadores escolhidos não tiveram força reivindicativa para melhorar o plantel nem ferramentas de liderança para unir equipa); 

(iv) adjunto indicado pela SAD com experiência, conhecedor do nosso campeonato, com história e glória no clube que passe a mística e a grandeza do Benfica à restante equipa técnica; 

(v) equipa de scouting em completa sintonia com as necessidades verificadas na equipa e com relatórios que permitam um rápido ataque ao mercado em caso de necessidade; 

(vi) secretário técnico delegado ao jogo com experiência no futebol e figura inatacável com poder de influência nos diversos intervenientes do jogo; 

(vii) reforço do departamento de apoio aos profissionais de futebol para que apenas se preocupem com o seu desempenho desportivo.

 

l) Criação de uma cultura de profissionalismo e de máxima exigência no futebol profissional

O Benfica dá aos seus profissionais de futebol condições de excelência para exercerem a sua profissão e tem de exigir uma total entrega e foco no cumprimento dos objetivos traçados. 

Propomos criar (ou desenvolver a base existente sem aplicação prática) um regulamento interno anual efetivo em vigor para cada época onde sejam apresentados todos os objetivos anuais, prémios de desempenho e todas regras disciplinares e devidas penalizações de incumprimento.

 

m) Garantir sempre a realização da Eusébio Cup em território nacional (no Estádio da Luz)

Esse será o primeiro jogo da época e também o jogo de apresentação da equipa aos sócios e adeptos. 

E, com isso, conferir a esse jogo a dignidade que Eusébio tem que merecer, convidando para o efeito outros clubes da elite do futebol mundial.

 

n) Assegurar um maior protagonismo do Benfica na governação do futebol em Portugal 

Ser e ter voz ativa na tomada de decisões do futebol nacional, lutando pela imparcialidade dos órgãos de gestão na LPFP e na FPF face a todos os clubes, e valorizar o papel da Associação de Futebol de Lisboa nas referidas instâncias.

Somos frontalmente contra qualquer forma de discriminação e de desvalorização do desporto feminino em geral e do futebol feminino em particular. 

Deixamos desde já bem claro que, para nós, o desporto feminino merece destaque e aposta.

 

Assim, para o futebol profissional feminino propomos o seguinte:

 

a) Integração do futebol feminino na SAD

Poderá, assim, beneficiar dos recursos e das sinergias já existentes ao nível do futebol masculino.

 

b) Reforço da aposta no futebol feminino

A nossa visão de sucesso europeu não estaria completa se não fosse extensivo ao futebol feminino. Queremos dotar o nosso plantel de condições para lutar pela conquista da Liga dos Campeões. Acreditamos que essa aposta é perfeitamente possível com os recursos atualmente existentes, bastando, para o efeito, por exemplo, os montantes usados numa contratação de um atleta masculino que pouco ou nada é utilizado em competições oficiais.

 

c) Utilização das instalações do Seixal

As instalações de excelência de que o futebol masculino foi dotado devem ser igualmente acessíveis para o futebol feminino. 

Queremos que as nossas atletas sintam a grandeza do clube também pela qualidade das instalações e das condições colocadas à sua disposição.

 

d) Realização dos jogos oficiais no Estádio da Luz

Queremos conferir ao futebol feminino toda a dignidade que merece. 

E como achamos que merece a mesma dignidade do futebol masculino, defendemos que os jogos da equipa principal devem ser disputados no Estádio da luz.

 

2º Pilar Estratégico

FUTEBOL DE FORMAÇÃO

A aposta no Benfica Campus, colocando o clube na vanguarda das infraestruturas desportivas, foi o projeto da atual direção que podemos enaltecer. 

As infraestruturas e as condições dadas à nossa formação estão nos antípodas do que se verificava antes do complexo do Seixal.

 

Neste sentido, para a formação de futebol defendemos:

 

a) Manutenção e ampliação das valências do Benfica Campus e disponibilização das mesmas ao futebol feminino

b) Passagem da formação para a SAD, garantindo, desta forma, uma gestão estruturada e consistente de todo o futebol feminino e masculino.

c) Melhorar a rede de “olheiros” a nível nacional e de scouting em termos internacionais, de modo a que se consiga captar jogadores ainda muito novos, de elevada qualidade.

d) Oferecer aos atletas um projeto desportivo e educacional forte, insistindo numa

cultura de exigência, tanto a nível profissional como pessoal, com o intuito de formar

excelentes jogadores e grandes homens para a vida, uma vez que nem todos serão jogadores com vencimentos milionários.

f) Os treinadores das equipas de formação poderão ser jovens com valências técnicas e formativas de excelência, mas sempre ajudados por um elemento na equipa técnica com história e glória no clube que passe a mística e a grandeza do Benfica aos jovens, de forma a incutir-lhes a cultura de mística e vencedora do Clube.

g) Manutenção apenas de uma das equipas - Sub-23 ou B - aliando esta abordagem a uma política de empréstimos de atletas com elevado potencial a clubes que atuam nas principais ligas europeias.

h) Implementação de processo de acompanhamento ativo dos atletas emprestados, de modo a avaliar a sua evolução e a sua capacidade para integrar o plantel principal.

 

3º Pilar Estratégico

DEMOCRATIZAÇÃO E ALTERAÇÃO DE ESTATUTOS

O Sport Lisboa e Benfica é dos sócios.

Por isso, são os sócios os verdadeiros detentores da maioria do capital social da SAD.

Os sócios são o principal ativo do Benfica e o Benfica existe para os Sócios e para os seus adeptos.

Atualmente, os sócios são tratados como clientes, que apenas servem para financiar o clube, sem terem qualquer peso na decisão e nas grandes opções estratégicas do clube. 

De forma a que os sócios consigam controlar a governação do Clube e - indiretamente - de cada uma das sociedades detidas por “nós”, urge alterar, nos estatutos do Benfica, algumas matérias, obrigatoriamente.

Temos a obrigação de adequar os estatutos, caminhando para uma maior democratização do Clube e conferindo aos sócios um maior controlo das grandes opções dos órgãos sociais. 

Urge ainda encetar um processo de “rebenfiquização” do clube que garanta a contratação de profissionais de elevada qualidade e altamente competentes, mas que sejam benfiquistas.

 

Neste sentido defendemos:

a) Ajustamento do número de votos consoante a antiguidade

De modo a fomentar a democracia do clube, torna-se imperativo ajustar o número de votos à dedicação ininterrupta ao clube. 

O direito de voto no Benfica não é inato à nascença e não se adquire com a maioridade. 

Advém de uma vontade e de um amor próprio pelos quais a antiguidade tem de ser premiada. Neste sentido, propomos que cada sócio passe a ter 1 voto por cada ano completo como sócio do Sport Lisboa e Benfica.

A antiguidade da ligação ao Benfica deve ser o fator chave na diferenciação no momento do voto.

 

b) Revisão das condições de elegibilidade do presidente e dos demais membros dos órgãos sociais

As atuais condições de elegibilidade dos órgãos sociais do clube são completamente inconcebíveis.

Propomos, por isso, um ajustamento ao que é atualmente aplicável na lei eleitoral para o cargo de Presidente da República. Assim, entendemos que deverão ser consagradas as seguintes condições de elegibilidade:

- Possuírem cadastro criminal limpo;

- Para presidente da Direção, para presidente da mesa Assembleia Geral e para presidente do conselho fiscal, alteração para idade mínima de 35 anos e 15 anos de sócio efetivo;

- Para os restantes membros dos órgãos sociais, alteração para antiguidade mínima 10 anos de sócio efetivo.

 

c) Robustecimento do processo de voto eletrónico

Este deverá ser acompanhado de voto físico em urna, que servirá para confirmação de resultados. Apenas serão contados os votos físicos em caso de protesto de listas concorrentes. 

A recontagem dos votos físicos em caso de protesto dos resultados prevalece sobre a votação eletrónica. 

O voto eletrónico apenas é permitido com a presença do sócio no local de voto, depois de a identidade deste ser adequadamente validada, através do cartão de cidadão. 

O processo eleitoral deve ser validado por entidade externa idónea, competente e independente do clube e da SAD.

 

d) Implementação do sistema eleitoral a duas voltas

Sempre que não se verifique a eleição de uma lista com maioria absoluta, na primeira volta, as duas listas mais votadas disputarão uma segunda volta. 

Defendemos, assim, a pluralidade de candidaturas e a discussão aprofundada das melhores respostas para cada desafio com que o Benfica se tenha de confrontar.

Não podemos admitir que, numa primeira volta, as diferentes propostas para o futuro do Benfica não possam ser sufragadas livremente, para, depois, numa ronda final, ter a responsabilidade de dirigir o Clube quem recolher a maioria dos votos expressos!

E, dessa forma, anularemos as tentativas de fazer surgir candidaturas do nada, para manter quem está no poder!

Assumimos que a legitimidade democrática no Benfica tem de ser alcançada com “50% + 1 voto”.

 

e) Limitação de mandatos do presidente a 2 consecutivos de 4 anos, de forma a

promover o rejuvenescimento do clube e evitar que se criem rotinas e vícios de ocupação do poder que prejudiquem gravemente a modernização e o crescimento do Benfica.

 

f) As eleições devem ser agendadas para um período temporal compreendido entre abril e junho

Desta forma pretende-se que as decisões com impacto relevante na época desportiva de cada ano eleitoral - e, com isso, de cada mandato - sejam tomadas pelos responsáveis pela sua concretização.

 

g) Aumentar o poder dos sócios nas decisões do Clube, ficando definidas as seguintes áreas e matérias que obrigatoriamente serão sujeitas a ratificação em assembleia geral extraordinária:

- Alienação ou aquisição de capital social da SAD;

- Transferência de ativos entre clube e empresas detidas ou participadas pelo Benfica;

- Alteração do símbolo do Sport Lisboa e Benfica, mesmo que para efeitos meramente competitivos;

- Alteração do nome do estádio do Sport Lisboa e Benfica.

 

h) Reforçar da estratégia de comunicação do clube e da SAD, através de

(i) centralização da comunicação institucional presencial na Direção do Clube e na Comissão Executiva da SAD; 

(ii) utilização das redes sociais como meio de comunicação privilegiada do clube; 

(iii) promoção da ligação das redes sociais aos Sócios, aos adeptos e aos simpatizantes do Benfica.

 

i) Contratação de profissionais competentes e qualificados que, a estes atributos, aliem também o seu benfiquismo

Não acreditamos que um Clube como o Benfica não possa ser gerido pela razão, mas com pessoas que sintam paixão pelo Benfica.

Acreditamos que tem de ser gerido também com paixão e essa paixão apenas pode ser encontrada em quem já é sócio há muito tempo antes de ir trabalhar para o Benfica.

 

j) Melhorar a transparência na comunicação com os stakeholders do Benfica, essencialmente através da divulgação de todas as comissões pagas em transações e também dos contornos das transações mais relevantes;

 

k) Revisão do modelo de gestão do museu e criação de um comité de história do clube 

A nossa história é um dos principais patrimónios do clube. 

O comité de história será parte integrante das operações do museu e será composto por personalidades de reconhecido mérito na historiografia do Sport Lisboa e Benfica e do desporto português. 

O comité será responsável por:

- Revisão e, se necessário, correção de eventuais incorreções históricas existentes no museu e em outras comunicações institucionais do clube;

- Recolha contínua de informação para aumentar o conhecimento sobre a História do clube;

- Elaboração (ou patrocínio) de uma história universal do Benfica – rigorosa e isenta de interesses (sujeita a escrutínio por parte de um colégio de personalidades de reconhecido mérito);

- Revisão e, se necessário, correção de dados históricos do clube tornados públicos por meios de comunicação social, federações, associações e outros organismos.

 

l) Criação de uma storyline do clube para os corredores interiores do estádio. Pretendemos, desta forma, aumentar o sentimento de pertença dos sócios e adeptos ao Benfica.

 

m) Garantir maior relevância na atuação da Fundação Benfica, através, entre outros, da criação de uma imagem social ligada ao clube: "Benfica Helps" e da realização de um evento anual solidário do Benfica. 

Queremos ser ainda maiores, também na solidariedade. 

 

4º Pilar Estratégico

MODALIDADES E BENFICA ECLÉTICO

O Sport Lisboa e Benfica não é só futebol. 

A nossa história traduz-se em momentos de glória nas mais variadas modalidades desportivas. Do coletivo ao individual, são muitos os heróis da nossa história que temos de respeitar. 

Somos temidos na Europa em algumas modalidades e queremos continuar a sê-lo!

Temos atletas de excelência com várias medalhas em europeus, mundiais e jogos olímpicos.

Os sócios exigem um Benfica eclético. 

O nosso caminho só pode ser um: um Benfica forte e competitivo em todas as modalidades. 

O último orçamento apresentado pela direção não vai ao encontro da vontade dos sócios. 

O desinvestimento verificado nas modalidades amadoras fere de morte o nosso orgulho. 

O Sport Lisboa e Benfica não foi criado para participar, mas sim para competir por todos os títulos. As notícias de não participação em competições europeias de clubes colocam em causa o prestígio do Benfica e são incompreensíveis, tão mais incompreensíveis se os compararmos com outras realidades.

 

Ao contrário dos atuais órgãos sociais, que pensam tirar a roda do símbolo do clube, nós queremos dignificá-la com o regresso do “manto sagrado” às estradas portuguesas. 

Temos a obrigação de procurar soluções e de criar sustentabilidade e robustez financeira no Benfica para fazer face a um mandato de grande sucesso nas modalidades.

 

Numa ótica de eficiência e combate ao despesismo no clube em rubricas supérfluas, cremos ser possível fazer melhor, mesmo neste contexto adverso, e, nesse sentido defendemos:

 

a) Libertação de fundos do orçamento do clube com passagem das despesas associadas ao futebol feminino e ao futebol de formação para a SAD

b) Garantir orçamentos fortes e equilibrados para as principais modalidades de pavilhão que nos permitam almejar um mandato repleto de títulos nacionais e europeus

c) Investimento na formação de jovens atletas, fomentando equipas de base competitivas com o único fim de alimentarem as equipas seniores

E, ainda, um projeto de iniciação às modalidades nas casas do Benfica, com ligação às escolas da região, aproveitando, desta forma, a rede nacional e internacional de recrutamento já existente

d) Rede de scouting para controlar e garantir os melhores jovens atletas nacionais das várias modalidades, de forma a determos uma forte base portuguesa na formação dos planteis

e) Aumentar a eficácia na contratação de jogadores estrangeiros para que todos eles possam compensar, desportivamente, o esforço financeiro, efetuando uma análise detalhada às suas valências tanto desportivas como pessoais. Contratação seletiva de jovens estrangeiros com elevado potencial

f) Reforçar a aposta nas equipas femininas, garantido a competitividade e a hegemonia nacional nas principais modalidades de pavilhão e criando ainda condições para vencermos títulos europeus

g) Manter a aposta no projeto “Benfica Olímpico”

Trazer para o Benfica atletas de várias modalidades, oferecendo, com investimentos acessíveis, melhores condições para obterem resultados de excelência

h) Avaliar a construção do um centro de alto rendimento para as modalidades

i) Estudar aprofundadamente a viabilidade do regresso do ciclismo ao Benfica

Sabemos que é uma modalidade de gestão difícil e com elevados custos associados, mas queremos encontrar um parceiro estratégico dentro do atual panorama velocipédico nacional para, numa ótica de sinergia e otimização de recursos, termos uma equipa de ciclismo competitiva e de custos controlados

j) Criação de laboratórios com informações estatísticas para as modalidades

Recorrer à ciência e à tecnologia para potenciar as competências técnicas e, dessa forma, alcançar patamares mais elevados de sucesso desportivo nas modalidades.

k) Marcação dos jogos das modalidades em consonância com os jogos de futebol e, dessa forma, aumentar as assistências nos pavilhões

l) Acompanhamento das modalidades por parte da direção do clube

Assumimos, desde já, o compromisso de ter os membros dos órgãos sociais, muito especialmente da Direção do Benfica, incluindo o Presidente, presentes nos jogos das modalidades disputados no complexo desportivo do Estádio da Luz

m) Modelo de afetação de recursos às modalidades com base num conjunto de parâmetros (sucesso desportivo, potencial de crescimento, qualidade do projeto). 

Promover o aumento da eficiência interna e da maximização da rentabilidade desportiva dos investimentos efetuados nas modalidades

 

 

5º Pilar Estratégico

FINANÇAS, INTERNACIONALIZAÇÃO E BENFICA SAD

O Sport Lisboa e Benfica, ao longo da sua história, passou por momentos muito difíceis financeiramente. 

Estarão sempre na nossa memória diversos episódios negros da história do Benfica originados por falta de dinheiro. 

Lembrando apenas dois, ... qual o benfiquista que não se sentiu inundado de uma profunda tristeza quando éramos confrontados por uma “Operação Coração” e qual de nós não chorou com o verão quente de 1993?

Constituímos uma Sociedade Anónima Desportiva que esteve, durante anos, tecnicamente falida. Trata-se de uma máquina muito pesada, mas, nos últimos mandatos, foi feito um trabalho de recuperação, 

Damos lucros em exercícios consecutivos, fazemos um contrato de direitos televisivos milionário, recuperamos os capitais próprios, liquidamos divida bancária e vendemos jogadores por 120 milhões de euros.

Nunca antes tivemos tal vantagem competitiva. 

Por isso deveríamos caminhar de forma triunfal para a total hegemonia do desporto nacional e partirmos para a Europa com uma força destemida. 

Só que ... não é isso que acontece!

Infelizmente, esta ilusão que nos vendem está longe - muito longe, mesmo - da realidade. 

Nem o milagre financeiro é efetivo, nem a glória desportiva é real.

“Dentro do campo” temos muitas dificuldades, ou não conseguimos, mesmo, ganhar aos adversários. 

Na Europa temos tido resultados que enchem de vergonha os nossos adeptos presentes em qualquer estádio.

Nas modalidades, os adversários ganham títulos Europeus, enquanto os nossos actuais responsáveis reduzem orçamentos. 

E nós, benfiquistas, temos de nos contentar com um falacioso campeonato financeiro. 

No primeiro semestre da época 2019/2020 temos capitais próprios positivos de 223,4 milhões de euros, apresentamos a divida bancária mais baixa da história, temos rendimentos operacionais de 101,9 milhões de euros (excluindo transações de atletas) e vendemos um atleta por mais de 120 milhões de euros. 

Mas, de forma incompreensível e pouco clara para os sócios do Benfica, com estes resultados, necessitamos de lançar um novo empréstimo obrigacionista?

 

As questões que não podemos deixar de colocar são: 

(i) quais foram os custos desportivos para o Sport Lisboa e Benfica?

(ii) quem realmente beneficiou com esta obstinação económico-financeira sem precedentes.?

 

É nossa convicção de que há vida para além da redução da dívida.

O total desinvestimento nas últimas épocas e, consequentemente, a perda de qualidade na equipa de futebol profissional, em nome do lucro (que lucro?) já nos custou títulos. 

Estamos, época após época, a hipotecar o presente sem um investimento concreto na qualidade da equipa profissional de futebol que nos garanta títulos e uma presença sistemática na Europa do futebol com resultados que honrem a nossa história.

 

O Sport Lisboa e Benfica sofreu danos efetivos desportivos com esta demanda financeira. 

O clube e a SAD devem ter contas equilibradas, mas não precisam de dar lucros, como se o objetivo fosse preparar a SAD para ser vendida a um qualquer investidor.

Com uma redução nas gorduras não produtivas, uma gestão mais eficiente dos recursos existentes e aproveitando a aparente atual estabilidade financeira, temos de partir para uma política de investimentos anuais no futebol, com retenção dos nossos principais ativos, de forma a garantirmos a tão propalada hegemonia do futebol nacional e uma competitividade europeia que eleve o nome do Benfica e recupere a identidade da nossa história.

 

Por todas estas dúvidas e suspeitas sobre a administração e por não concordarmos com a atual estratégia economicista, é imperativo resgatar o Sport Lisboa e Benfica. 

Temos de clarificar as grandes opções estratégicas para o mandato de 2020-2024 e colocar no centro das nossas prioridades o sucesso desportivo. 

Apesar do Benfica, no seu todo, ser, neste momento, uma máquina pesada e complexa que desconhecemos minuciosamente, avançamos com as seguintes ideias:

 

a) Transferir os custos do futebol de formação e do futebol feminino do clube para a SAD aumentando o orçamento das modalidades.

Hoje, os custos com a formação do futebol são assumidos pelo Clube, mas o seu produto final, o jogador profissional de futebol, é um ativo da SAD.

Os fluxos entre a SAD e o clube deverão traduzir-se, por isso, numa real mais valia para o Benfica!

 

b) Avaliação do contrato com o parceiro NOS

O nosso contrato de direitos televisivos com a NOS é incompreensível. 

Recebemos da NOS um valor significativo.

Mas temos uma BTV paga pelos sócios e adeptos cuja receita é da NOS. 

Apesar do Benfica deter mais adeptos e mais telespetadores a verem os seus jogos, esta situação faz com que os custos relativos que a NOS tem com o nosso contrato sejam muitíssimo mais reduzidos que os custos suportados pelos detentores dos direitos dos nossos rivais diretos.

Além disso, cada “benfiquista” tem de pagar, pelo menos, duas assinaturas mensais para ver o seu Clube na televisão.

Deveremos continuar a defender a transmissão dos nossos jogos na BTV, mas sem onerar o rendimento de cada um de nós (e, com isso, a diminuição da verba despendida pela NOS para o Benfica).

 

c) Criação da BTV2 completamente gratuita

Dois canais de televisão em que a BTV1 seria premium e exclusivamente dedicada a conteúdos relacionados com o futebol profissional e a BTV2 completamente gratuita onde estariam os conteúdos relativos às modalidades e aos escalões de formação.

 

d) Criação de mecanismo de controle de interno que impeça a antecipação de receitas pelos órgãos gerentes que ultrapassem a vigência dos seus mandatos.

 

e) Melhorar a comunicação da SAD, aumentando a clareza da informação das grandes opções estratégicas e das medidas económico-financeiras de modo a afastar este lastro de suspeição e promiscuidade que, neste momento, assola o universo benfiquista.

 

f) Revisão da gama de produtos de merchandising e do respetivo pricing

O merchandising do Benfica deve afastar-se de uma lógica elitista e ser acessível à generalidade dos sócios e adeptos do Benfica.

 

g) Avaliar a possibilidade de internacionalização do marketing dos produtos da marca Benfica, alcançando, por esta via, maior flexibilidade para lidar com as preferências dos consumidores e tendências do mercado e para trabalhar as margens de lucro.

 

h) Avaliar a possibilidade de criação de uma marca própria para os equipamentos desportivos

Esta solução permite o controlo do design e das cores e elimina o crónico problema com equipamentos alternativos. 

Dá ainda origem a uma maior margem de lucro em virtude da capacidade para definir preço e da integração de todo o processo, eliminando intermediários. 

Por outro lado, uma marca própria liberta o espaço do símbolo da marca no equipamento para outro main sponsor (monetização do espaço deixado em aberto pelo símbolo da marca desportiva, através da negociação do espaço do símbolo com main sponsor). Esta solução implica a entrega da produção, da gestão de stocks e da expedição a um parceiro de referência na industrial têxtil, sempre escolhido por um concurso transparente e de acordo com as melhores práticas da livre concorrência.

 

i) Presença da marca Benfica em grandes eventos internacionais ligados ao desporto e em eventos nacionais de elevada visibilidade, assegurando a notoriedade devida da marca

Apostar em mercados estratégicos, nos países da diáspora e nos de língua oficial portuguesa.

 

j) Ligação estreita entre a loja, o museu e o complexo desportivo. Remodelação dos acessos ao museu de modo a assegurar a entrada e a saída do mesmo através da loja e da área comercial.

 

k) Garantir que o Benfica acompanha e participa ativamente nas decisões conducentes a alterações nos quadros competitivos da Europa do futebol, assumindo o seu lugar no seio da elite do futebol mundial.

 

l) Criação de plataforma de streaming para distribuição de conteúdos em multiplataforma, incluindo conteúdos de cariz histórico

Disponibilização dos conteúdos em multiplataformas, através de acesso web, dispositivos móveis e no serviço cabo (com acesso em qualquer ponto do globo).

 

m) Criação de conteúdos para o Youtube, nomeadamente os atuais conteúdos BPlay (matchday, bastidores e parte social) e conteúdos relacionados com as modalidades (transmissão de jogos em exclusivo através do Youtube).

 

n) Sistema de fidelização dos sócios através da atribuição de pontos (que podem ser trocados por bens ou serviços) em função da aquisição de produtos da marca Benfica

 

o) Negociação do naming do estádio e alteração da imagem exterior do estádio e do espaço circundante

Substituir o cinzento atual por imagens alusivas à história do clube que incutam nos sócios e adeptos um maior sentimento de pertença ao Benfica.

 

p) Crescimento em mercados estratégicos através de parcerias com agentes locais, por exemplo, através da criação de escolas de futebol

 

q) Alteração do modelo de governação da SAD, de modo a serem incorporadas as recomendações da CMVM e as melhores práticas conhecidas

A SAD apresenta, neste momento, um elevado índice de incumprimento das recomendações das CMVM, o que não se coaduna com a grandeza da instituição e com a credibilidade que é necessária para captar investimentos e parceiros comerciais de relevo. 

Para além disso, defendemos um modelo de governação da SAD integrado com o do clube, para além da criação de um comité de gestão de risco.

 

r) Implementação de um departamento de auditoria interna independente que possa servir o conselho fiscal da SAD e do clube no âmbito das suas funções de fiscalização

 

s) Adoção de um sistema de remuneração variável para todos os colaboradores da SAD e do clube, alinhado com os interesses desportivos

 

t) Reavaliação da viabilidade dos projetos imobiliários que estão atualmente projetados, tendo sempre em mente que o principal objetivo do Benfica é o sucesso desportivo

 

u) Financiamento da SAD através de instrumentos inovadores com remuneração indexada ao desempenho desportivo

Estes instrumentos poderão, em determinadas circunstâncias, ser considerados instrumentos de capital, reforçando os capitais próprios da SAD e beneficiando o cumprimento dos requisitos do fair play financeiro da UEFA.

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